Um sonho, parte II...
" - Desnecessário dizer-te do meu espanto e do meu receio, diante desse tribunal que eu desconhecia, quando a figura daquele que me pareceu a sua autoridade central me dirigiu a palavra, exclamando:
- Públio Lentulus, a justiça dos deuses, na sua misericórdia, determina tua volta ao turbilhão das lutas do mundo. (...) Viverás num época de maravilhosos fulgores espirituais, lutando com todas as situações e dificuldades. (...) Determinou-se que sejas poderoso e rico, a fim de que, com o teu desprendimento dos caminhos humanos, no instante preciso, possas ser elemento valioso para os teus mentores espirituais. Terás a inteligência e a saúde, a fortuna e a autoridade, como ensanchas à regeneração integral de tua alma, porque chegará o momento em que serás compelido a desprezar todas as riquezas e todos os valores sociais, se bem souberes preparar o coração para a nova senda de amor e humildade, de tolerância e perdão, que será rasgada, em breves anos, à face escura da Terra!... A vida é um jogo de circunstâncias que todo espírito deve entrosar para o bem, no mecanismo do seu destino. Aproveita, pois, essas possibilidades que a misericórdia dos deuses coloca ao serviço da tua redenção. Não desprezes o chamamento da verdade, quando soar a hora do testemunho e das renúncias santificadoras...Lívia seguirá contigo pela via dolorosa do aperfeiçoamento, e nela encontrarás o braço amigo e protetor para os dias de provações ríspidas e acerbas. O essencial é tua firmeza de ânimo no caminho escabroso, purificando tua fé e tuas obras, na reparação do passado."
Escrito por Fátima Fernandes às 16h56
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|

Escrito por Fátima Fernandes às 17h35
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Um sonho, parte I...
Continuando sua palestra com Flamínio Severus, Públio Lentulus relatava:
"_Realidade ou sonho, não o sei dizer, mas vi-me revestido das insígnias de cônsul, ao tempo da República. Parecia-me haver retrocedido à época de Lúcio Sergius Catilina, pois o via a meu lado, bem como a Cícero, que se me figuravam duas personificações, do mal e do bem.
(...)
O que mais me humilhava nessas visões do passado culposo, como se a minha personalidade atual se envergonhasse de semelhantes reminiscências, é que me prevalecia da autoridade e do poder para, aproveitando a situação, exercer as mais acerbas vinganças contra inimigos pessoais, contra quem expedia ordens de prisão, sob as mais terríveis acusações. E ao meu coração não bastava o recolhimento dos inimigos aos calabouços infectos, com a consequente separação dos afetos mais caros e mais doces, da família. Ordenei a execução de muitos, na escuridão da noite, acrescendo a circunstância de que a muitos adversários políticos mandei arrancar os olhos, na minha presença, contemplando-lhes os tormentos...
(...)
Depois de toda a série de escândalos que me afastaram do Consulado, senti (...) todos os tormentos e angustias da morte. (...) Me parecia haver descido aos lugares sombrios (...) onde não penetram as claridades dos deuses.
(...)
Por quanto tempo estive assim, prisioneiro desse martírio indizível? Não sei dizê-lo. Apenas me recordo de haver lobrigado a figura celeste de Lívia, que, no meio desse vórtice de pavores, estendia-me s mãos fúlgidas e carinhosas.
Afigurava-se-me que minha esposa me era familiar de épocas remotíssimas, porque não hesitei um instante em lhe tomar as mãos suaves, que me conduziram a um tribunal, onde se alinhavam figuras estranhas e venerandas. Cãs respeitáveis aureolavam o semblante sereno desses juízes do Céu, emissários dos deuses para julgamento dos homens da Terra. A atmosfera caracterizava-se por estranha leveza, cheia de luzes cariciosas que iluminavam, perante todos os presentes, os meus pensamentos mais secretos.
Lívia devia ser meu anjo-tutelar nesse conselho de magistrados intangíveis, porque sua destra pairava sobre minha cabeça, como a impor-me resignação e serenidade, a fim de ouvir as sentenças supremas."
(Trecho do capítulo I, Livro "Há 2000 Anos...)
Escrito por Fátima Fernandes às 16h13
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Um jovem senador...

Públio Lentulus Cornelius, um homem relativamente jovem, aparentando menos de trinta anos, exercia no Senado funções legislativas e judiciais, de acordo com os direitos que lhe competiam, como descendente de antiga família de senadores e cônsules da República.
Era um dia de maio de 31 de nossa era, e o jovem senador recebia em sua residência no Aventino, o também senador e amigo sincero, Flamínio Severus, que contava então com 45 anos de idade. Conversavam sobre a saúde da filha do mais moço, Flávia Lentúlia, acometida por grave doença, que parecia tratar-se de um caso de lepra.
Públio havia conversado com o liberto grego de Flamínio, que atendia pelo nome de Parmênides, e agora relatava ao amigo suas íntimas impressões.
"-Acreditas que cada um de nós possa regressar, depois da morte, ao teatro da vida, em outros corpos? (...) Como poderíamos explicar a diversidade da sorte neste mundo? Porque a opulência dos nossos bairros aristocráticos e as misérias do Esquilino? A fé no poder dos deuses não consegue elucidar esses problemas torturantes. (...) Que teria feito a pequena Flávia, nos seus sete anos incompletos, para merecer tão horrendo castigo das potestades celestiais? Que alegria poderiam encontrar as nossas divindades nos soluços de uma criança e nas lágrimas dolorosas que nos calcinam o coração? Não será mais compreensível e aceitável que tenhamos vindo de longe com as nossas dívidas para com os poderes do Céu? (...) Minhas observações não surgem tão somente a propósito da filhinha. Há muitos dias ando torturado com o espantoso enigma de um sonho.
(...)
Voltava eu de uma reunião no Senado, onde havíamos discutido um problema de profunda delicadeza moral, quando me senti presa de inexplicável abatimento. Recolhi-me cedo e, quando parecia divisar junto de mim a imagem de Têmis, que guardamos no altar doméstico, considerando as singulares obrigações de quem exerce as funções da justiça, senti que uma força extraordinária me selava as pálpebras cansadas e doloridas. No entanto, via outros lugares, reconhecendo paisagens familiares ao meu espírito, das quais me havia esquecido inteiramente.
Trecho retirado do livro "Há 2000 Anos...", capítulo 1 - Imagem retirada da revista "Espiritismo e Ciência Especial" - Ano 1/Nº 2
O Senador era afeito a meditações profundas. Perguntava-se sobre as questões do Ser, do Destino e da Dor. Guardava sincero respeito pelas tradições de família, recolhia-se para orações, enquanto muitos de nós, nos dias de hoje, não as fazemos. Quando algo que causava dúvidas, somente após muito pensar sobre elas é que se abria à intimidade do amigo Flamínio...
Ainda tão jovem já demonstrava toda a riqueza de seu nobre caráter...
Escrito por Fátima Fernandes às 21h39
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Ajuda-nos!

Escrito por Fátima Fernandes às 00h48
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
"Que são dois milênios, Senhor, no relógio da Eternidade?"

*A citação do título, bem com a referente aos séculos e existências foram extraídas do Prefácio do Livro "Há 2000 Anos...", ditado pelo Espírito Emmanuel, psicografado por Francisco Cândido Xavier.
** A citação sobre as Leis Divinas foram extraídas do Livro "Uma Lembrança que Renasce", de Ívia Corneli - Introdução - 2ª parte.
Escrito por Fátima Fernandes às 00h20
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
"Na intimidade de Emmanuel"
"Jesus, Cordeiro Misericordioso do Pai de todas as graças, são passados dois mil anos e minha pobre alma ainda revive os seus dias amargurados e tristes!...
Que são dois milênios, Senhor, no relógio da Eternidade?
Sinto que a tua misericórdia nos responde em suas ignotas profundezas...Sim, o tempo é o grande tesouro do homem e vinte séculos, como vinte existências diversas, podem ser vinte dias de provas, de experiências e de lutas redentoras.
Só a tua bondade é infinita! Somente tua misericórdia pode abranger todos os séculos e todos os seres, porque em Ti vive a gloriosa síntese de toda a evolução terrestre, fermento divino de todas as culturas, alma sublime de todos os pensamentos.
(...)
Em silêncio, Senhor, viste a confusão que se estabelecera entre os homens inquietos e, com o mesmo desvelado amor, salvaste sempre as criaturas no instante doloroso das ruínas supremas...Deste a mão misericordiosa e imaculada aos povos mais humildes e mais frágeis, confundiste a ciência mentirosa de todos os tempos, humilhaste os que se consideravam grandes e poderosos!...
Sob o teu olhar compassivo, a morte abriu suas portas de sombra e as falsas glórias do mundo foram derruídas no torvelinho das ambições, reduzindo-se todas as vaidades a um acervo de cinzas!...
(...)
Permiteste que a Babel romana se levantasse muito alto, mas, quando viste que se ameaçava a própria estabilidade da vida no planeta, disseste: "_Basta! São vindos os tempos de operar-se na seara da Verdade!" E os grandes monumentos, com as estátuas dos deuses antigos, rolaram de seus pedestais maravilhosos! Um sopro de morte varreu as regiões infestadas pelo vírus da ambição e do egoísmo desenfreado, despovoando-se então, a grande metrópole do pecado. Ruíram os circos formidandos, caíram os palácios, enegreceram-se os mármores luxuosos...
Bastou uma palavra tua, Senhor, para que os grandes senhores voltassem às margens do Tibre, como escravos misérrimos!...Perambulamos, assim, dentro da nossa noite, até o dia em que nova luz brotara em nossa consciência. Foi preciso que os séculos passassem, para aprendermos as primeiras letras de tua ciência infinita, de perdão e de amor!
E aqui estamos, Jesus, para louvar-te a grandeza! Dá que possamos recordar-te em cada passo, ouvir-te a voz em cada som distraído do caminho, para fugirmos da sombra dolorosa!...Estende-nos tuas mãos e fala-nos ainda do teu Reino!...Temos sede imensa daquela água eterna da vida, que figuraste no ensinamento à Samaritana...
Exército de operários do teu Evangelho, nós nos movemos sob as tuas determinações suaves e sacrossantas! Ampara-nos, Senhor, e não nos retire dos ombros a cruz luminosa e redentora , mas ajuda-nos a sentir, nos trabalhos de cada dia, a luz eterna e imensa do teu Reino de paz, de concórdia e de sabedoria, em nossa estrada de luta, de solidariedade e de esperança!..."

Trechos do Prefácio do Livro "Há 2000 Anos..." ditado pelo Espírito Emmanuel, psicografado por Francisco Cândido Xavier - FEB
Escrito por Fátima Fernandes às 19h44
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
O que transforma um homem em uma luz?
Na personalidade de Públio Lentulus
Estão claras a Coragem, a Determinação,
O acúmulo de Conhecimentos,
O esclarecimento da Razão.
A Honradez, a afeição pela verdade,
A Sinceridade em atender aos pedidos do Coração,
Traços indiscutíveis de Bondade.
Seus tesouros, quais seriam?
Seus filhos, duas jóias cristalinas,
A enfeitar de esperança o seu futuro.
A amizade de almas leais,
A capacidade de superar a dor
Através da dignidade do Amor.
Sua Lívia, a mais cara de todas as relíquias...
A flor que perfumou seus caminhos...
Sua eterna e imortal companheira,
A Alma Gêmea de sua Alma,
A luz de sua vida inteira,
E foi assim, mantendo-se fiel aos princípios de família,
Guardando em si o amor eterno dos corações leais ao seu
Que este homem, em busca da divindade,
Pôde encontrar-se pessoalmente com o Filho de Deus
Desde então...
Um novo Caminho, a descoberta da Verdade.
Tudo isso transformou sua Vida,
Revelações feitas por ele mesmo a toda a humanidade.
Sigamos também confiantes
Usando a mesma rota que ele trilhou
Só assim venceremos a nós mesmos, como ele o fez.
Só assim também seremos felizes, na conquista do Amor.
O que transforma um homem em uma luz?
O que transforma um homem da Terra em Anjo do Céu?
Seguindo fielmente os passos de Jesus
Públio Lentulus transformou-se em Emmanuel.
Por Fátima Fernandes da Silva
Escrito por Fátima Fernandes às 01h30
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
|