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Tomando conhecimento de que Públio e Lívia ficariam na residência do tio do primeiro, em Jerusalém, Calpúrnia considerou a necessidade de esclarecer sua amiga sobre a personalidade das pessoas com quem ela iria conviver.
Tratava-se do citado tio Sálvio, sua esposa Fúlvia, que por sua vez era irmã de Cláudia*, mulher do governador Pôncio Pilatos, pessoas de costumes bem diferentes, dissimuladas e perigosas.
Comenta Calpúrnia:
“ – Não temos o direito de reprovar os atos de ninguém, a não ser em presença daqueles que consideramos culpados ou passíveis de recriminações, mas devo prevenir-te de que o Imperador foi compelido a designar essa gente para serviços no exterior, considerando graves assuntos de família, na intimidade da Corte.
Que os deuses nos perdoem as observações da ausência, mas é que, na tua condição de romana e mulher de senador ainda jovem, serás homenageada pelos nossos conterrâneos distantes, homenagens que receberás em sociedade como ramalhetes de rosas cheios de perfume, mas também cheios de espinhos...”
*É importante esclarecer que Cláudia era uma mulher de alma nobre e digna, antítese daqueles que a rodeavam...
Escrito por Fátima Fernandes às 22h52
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