Uma Pátria..... uma Cidade .... um Templo
A secura da natureza, onde se ergue Jerusalém, proporciona à célebre cidade uma beleza melancólica, tocada de pungente monotonia. Ao tempo do Cristo, seu aspecto era quase igual ao que hoje se observa. Apenas a colina de Mizpa, com suas tradições suaves e lindas, representava um recanto verde e alegre, onde repousavam os olhos do forasteiro, londe da aridez e da ingratidão das paisagens.
(...) na época da permanência de Públio Lentulus e de sua família, Jerusalém acusava novidades e esplendores da vida nova. (...) A jóia maravilhosa era, porém, o Templo, todo novo na época de Jesus.
(...) Nos pátios imensos, reunia-se diàriamente a aristocracia do pensamento israelita, localizando-se ali o fórum, a universidade, o tribunal e o templo supremo de toda uma raça.
Os próprios processos civis, além das discussões engenhosas de ordem teológica, ali recebiam as decisões derradeiras, resumindo-se no templo imponente e grandioso todas as ambições e atividades de uma pátria.
Os romanos, respeitando a filosofia religiosa dos povos estranhos, não participavam das teses sutis e dos sofismas debatidos e examinados todos os dias, mas a Torre Antônia, onde se aquartelavam as forças armadas do Império, dominava o recinto, facilitando a fiscalização constante de todos os movimentos dos sacerdotes e das massas populares. (...)
Escrito por Fátima Fernandes às 20h45
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